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O Deus da Água

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"Então eu vi as garotas se levantarem e seguirem Jim até a água. E as ouvia rir e gritar como se fossem dementes... o quê? Não, elas eram bacanas. Não eram como gente grande ou pais. Elas riam. As coisas eram divertidas. Elas não tinham com o que se preocupar. Não havia qualquer sentido na vida, na estrutura das coisas. D.H. Lawrence soubera disso. Você precisa de amor, mas não do tipo de amor que a maioria das pessoas costumava dar e no qual se consumiam. O velho D.H tinha descoberto alguma coisa. Seu camarada Huxley era apenas um intelectual inquieto, mas mesmo assim não deixava de ser maravilhoso. Melhor do que G.B. Shaw com aquela mente obstinada sempre penetrando no âmago das questões, sua laboriosa vivacidade de espírito reduzida finalmente a uma tarefa, um fardo para si próprio, protegendo-se de sentir algo realmente verdadeiro, seu discurso brilhante, nada além de uma chatice, arranhando as mentes e as sensibilidades. Ainda assim, era bom lê-los. Isso fazia com que você percebesse que pensamentos e palavras podiam ser fascinantes, mesmo que inúteis.

Jim jogava água nas garotas. Ele era o Deus da Água, e elas adoravam. Ele era a possibilidade e a promessa. Era um cara incrível. Sabia como fazer as coisas. Eu tinha lido muitos livros, mas ele lera um livro que eu nunca leria. Jim era um artista com seu traje de banho e suas bolas e seu jeitinho malvado e suas orelhas redondas. Ele era o máximo. Eu não poderia tê-lo desafiado além do modo como já fizera com aquele enorme filho-da-puta do cupê verde ao lado da gostosa cujos cabelos flutuavam ao vento. Eles tinham recebido o que mereciam. Eu não passava de um cagalhão de cinqüenta centavos flutuando sem rumo pelo oceano verde da vida."

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